Archive for May, 2007

Não, Você Não Me Viu no Google Developers Day

Thursday, May 31st, 2007

Infelizmente o GDD caiu na véspera do aniversário da minha esposa, então não existia a menor possibilidade de me despencar pra Sampa pro evento. Como eu fiz a inscrição antes de prestar atenção na data (distraído eu?) a inscrição estava lá e ela foi aproveitada:

Com vocês Daniel Destro, versão Phillip Calçado. O Meyer acaba de me mandar o link e eu quase caí da cadeira de tanto rir. Por via das dúvidas este sou eu.

Improving

Thursday, May 31st, 2007

Este depoimento no site da ImproveIt é para mostrar para o seu chefe. Tem alguns exageros mas estes são completamente justificáveis pela revolta que o ambiente de desenvolvimento de software causa numa pessoa.

Falemos em Java

Thursday, May 31st, 2007

Fui convidado pelo pessoal da Caelum para participar do Falando em Java 2007. Achei a idéia dos rapazes fenomenal: uma conferência rápida sobre um tópico atual a um preço acessível. Você paga R$200,00 para ir num Sun Tech Days da vida e passear por 2.545 palestras que falam superficialmente sobre um milhão de coisas e não aprendendo muito além de que se você usar Netbeans você vai ser mais feliz, mais gostosão e sua alma não vai para o Inferno, mas se você está cansado disso pode preferir pagar R$40,00 e ter um dia com 5 palestras sobre coisas que você precisa saber pra ontem. A grade inclui indexação e busca de conteúdo, REST, APIs públicas, JavaFX e AJAX, tudo girando em torno do tema Web 2.0.

Bate-papo Sobre Papel do Arquiteto na Bennet

Thursday, May 31st, 2007

Após uma curta passagem turística por Curitiba voltamos a programação normal. Acabo de sair de um bate-papo com os alunos do Marcos Kalinowski que está fazendo um ótimo trabalho na faculdade Bennet, aqui no Rio. O Kali leva profissionais para que seus alunos possam entrar em contato com a realidade do mercado, muito interessante. É extremamente complicado falar de um assunto que os próprios profissionais não entendem bem, como arquitetura de software, mas acho que eles saíram de lá ao menos querendo saber mais sobre a área. Além do papel do arquiteto em si deu para perceber que o grande problema dos alunos é como entrar no mercado. Anúncios que pedem experiência para estagiários, sopas de letrinhas e tudo mais estão preocupando muito os programadores de amanhã.

Faz parte da política da IASA se aproximar cada vez mais dos centros acadêmicos e instruir as pessoas ainda antes que elas entrem no mercado e também dos pesquisadores, como é o caso do próprio Kalinowski.

Um ponto bom foi que rapidamente falamos sobre o posicionamento das duas maiores plataformas no mercado, java e .Net, e minha dica expressa: quem vai demorar uns anos ou mais pra entrar na faculdade deve aprender estas plataformas apenas academicamente. As coisas interessantes em dois anos não serão feitas da mesma maneira que eram há alguns anos, estamos num mercado em franca mudança.

“Necessidades Reais”

Wednesday, May 30th, 2007

Dando continuidade no assunto,temos mais uma vez o argumento “o cliente não quer saber em que foi feito, se é OO ou não, ele quer que atenda as suas expectativas.

Perfeito, só que o cliente também não quer saber que por sua decisão arquitetural e de design ser ineficientevocê vai ter que mexer em 300 arquivos e testar todo o sistema para implementar uma funcionalidadezinha boba. Minha mãe não tem o menor interesse em saber como a Microsoft implementa o Windows, mas após ter que me chamar centenas de vezespara reinstalar o sistema dela após problemas ela está procurando alternativas. O que ela quer é um sistema que faça exatamente a mesma coisa mas que não seja tão inflexível, tão custoso.

Em 2007 não existem CRUDs em abundância. toda aplicação tem o potencial de ser integrada em uma rede de aplicações e eu mesmo já fiz vários trabalhos de consultoria para empresas queprojetaram ” aplicaçõezinhas simples de cadastro” que de repente tiveram que crescer. Ainda que existisse esta abundância com certeza elas seriam muito mais eficientes se implementadas emoturas plataformas que não java ou C#, que não foram criadas com este tipo de coisa em mente. Tudo deve ser pesado e um arquiteto profissional deve saber tirar estas medidas e escolher a solução mais adequada.

O que não dá é repetir sempre o mesmo “as necessidades reais tem que ser atendidas e pro cliente não importa como”. Claro que importa! O profissional de software tem que estar pronto para oferecer um leque de soluções, considerando a eficiência e eficácia de cada uma no cenário específico.

Seja OO, projeto estruturado, funcional, RAD… não importa. O importante é dar um mínimo de qualidade ao projeto.

A Culpa é da Marvada

Tuesday, May 22nd, 2007

O Vitor respondeu meu post, eu tentei colocar um comentário mas ficou muito grande, então vamos tentar retrucar por aqui mesmo :)

Eu entendi que ele quis dizer algo como “em >coloque -um-valor-muito-alto-aqui<% dos casos usar OO é overhead” e, como disse, concordo em parte, mas acho que mais uma vez houve uma certa ênfase errada.

Para começar, acho que mudou bastante de idéia. Em Fevereiro você disse:

Como um bom amante da Orientação a Objetos pura eu odeio os bancos de dados tradicionais e acho os frameworks de O/R um saco (além de ser uma grande gambiarra)! Por isso eu uso Prevayler. :D

Que foi o que começou este debate todo. Bom, vamos lá.

Por exemplo, com o BabaXP eu forcei a implementação de um DAO, mesmo usando o Prevayler. Achei que era possível criar um DAO OO, algo bonito, que abstraísse as diferenças entre Prevayler e um banco relacional qualquer. Me enganei. É impossível fazer algo nesse nível só por causa de uma única diferença entre as duas tecnologias, o acesso direto a memória dos dados.

Bom, Prevayler em si não é OO, como já discutimos no seu blog e em um post passado aqui neste mesmo, mas ainda que fosse não há problema em ter um Mapper (que é conceito por trás de um DAO) entre dois domínios de objetos diferentes. Na verdade, Eric Evans possui ótimos textos sobre Context Mappers no seu livro que fazem exatamente isso.

Quando trabalhei com Hibernate 2 e EJB 2, não consegui imaginar uma forma melhor de se programar do que seguir um fluxo de ida e volta: Locator -> Facade Session Bean -> Transaction -> DAO -> Hibernate Entity. Com VOs circulando entre eles. Aparentemente uma bela estrutura OO, exceto por um problema: os algoritmos continuavam seqüenciais, apenas em objetos diferentes. Os objetos não resolviam os problemas da regra de negócio, mas sim simplificavam o uso da própria tecnologia (EJB). Não haviam objetos inteligentes, apenas os JavaBeans secos, como o Hibernate 2 queria, e VOs secos, com regra de negócio pertinente ao objeto e só.

Ahm? Por que o Hibernate fazia você usar DTOs? Eu usei Hibernate com objetos de negócio nesta versão e não tive nenhum problema, poderia explicar melhor? Mesmo os tão mal-falados EJBs podem ser utilizados com objetos. Não não é tão fácil quanto em JPA/Hibernate 3, mas também não é difícil.

E não, DTOs/VOs/TOs ou como estejamos chamando esta semana não fazem um bom modelo OO, muito pelo contrário.

Uma estrutura semelhante foi criada com o JavaFreeCMS, uma arquitetura Action Based não poderia gerar outro resultado do que uma implementação Action Based, que é um nome mais bonito para implementação seqüencial. Por mais que eu quisesse implementar algo OO, tinha algo que me prendia ao modelo relacional. Cultura? É, foi sim. O JavaFreeCMS foi baseado no phpNuke, no qual é muito fácil adicionar módulos e componentes. Lá basta você adicionar um .php e criar a tabela, pronto. Tentei fazer algo semelhante, mas orientado a objetos. Acabei descobrindo que o esforço para implementar tal flexibilidade era tamanha que eu precisaria de uma equipe para desenvolver um Simples e Idiota CMS OO. Acabei chutando o balde e implementando o mais simples possível.

Foi então que comecei a suspeitar da utilidade da Orientação a Objetos e dos Design Patterns. Como falei antes, até então eu considerava que o problema era eu. Que eu era incapaz de fazer algo bom utilizando o melhor da OO e dos design patterns. Afinal, tanta gente mais experiente falava bem dos patterns e tals, alguma utilidade eles deveriam ter, não é? No entanto, hoje eu vejo que não é bem assim.

Antes de mais anda não existe nenhum vínculo entre OO e Design Patterns, um existe sem o outro. Depois, existem diversos CMS OO por aí para provar que não é bem o paradigma que tem problemas. Em boa parte deles adicionar ou remover módulos é simples, provavelmente o design que se fez para este caso do JavaFreeCMS em específico não foi adequado (aliás o Prevayler prega um paradigma Action-based em suas transações).

Não adianta você querer implementar a sua estrutura de dados com o melhor da orientação a objetos se você vai acabar migrando esses dados para um sistema relacional. Você tem um esforço considerável para identificar várias heranças, composições, agregações, relacionamentos uni e bi-direcionais e após isso mais um esforço para migrar essa estrutura para o ambiente relacional. Para variar, não existe nenhum framework de O/R que consiga mapear atributos específicos de cada abordagem sem perder em performance, em simplicidade ou produtividade. Até hoje eu nunca vi ninguém conseguir implementar um sistema completo OO e somente depois de tudo criado integrar com alguma forma de persistência de maneira transparente. A OO aplicada, com todos os seus recursos e ideologias, neste tipo de aplicação, só serve para complicar as coisas, trazer mais trabalho e problemas para o desenvolvimento.

Você está ignorando simplesmente décadas de técnicas de mapeamento Objeto-Relacional e, mais uma vez colocando problemas no Hibernate e JPA que eles não possuem. Pode explicar por que eles não fazem este mapeamento?

Segundo este conceito podemos chegar à conclusão que linguagens de Assembly foram uma coisa muito ruim, já que elas apenas adicionam uma abstração em cima do modelo “real”, de linguagem de máquina. Será que elas não trazem benefícios?

A mesma coisa pode-se dizer das aplicações request-response, que mudam de nome a cada ano, mas continuam a mesma coisa. Muitos frameworks não nos deixam fazer muita coisa da OO. Você recebe uma lista de parâmetros e devolve uma lista de resultado. Lista == tabela == relacional. Para provar, pense no seguinte, a cada resposta que um sistema como esse dá, ele carrega todos os relacionamentos de cada objeto, ou carrega apenas a parte que interessa ou que a aplicação cliente usaria? Agora outra pergunta, para isso utiliza-se VOs específicos para cada request ou um único VO com sistema de lazy loading? Implementar um VO para cada requisição é dose. Deixar por conta de um lazy loading também muitas vezes falha (ou a conexão fica aberta e bloqueia outros acessos ao banco ou ela se fecha e se o usuário pedir algum objeto, irá ter um belo “session closed”). Alguém já ouviu falar no conceito de “páginas” com Orientação a Objeto? Não né. Por que esse conceito foi criado pelos bancos de dados e implementado graciosamente com a instrução “limit” no SQL.

Acho que você confundiu um pouquinho listas de estruturas de dados com álgebra relacional. Em um programa eu posso ter listas de qualquer coisa, e elas não precisam obedecer aos princípios de álgebra relacional. Por um acaso bancos hierárquicos ou em rede não implementam listas? Por um acaso uma HashTable é relacional? Prevayler trabalha com listas de objetos, ele é relacional então, certo? Sua prova… bem, não condiz com a realidade.

2007. Faz pelo menos 3 anos que VOs são completamente desnecessários em java, se é que algum dia foram. Lazy loading funciona muito bem, obrigado. O problema de sessão aberta é contornável facilmente com algumas técnicas, apesar de sim, ser um problema real, mas nada impede que eu tenha paginação em uma consulta OO via Hibernate, basta eu fazer eager fetching (que pode, inclusive, contar com consultas polimórficas) antes.

Mas… putz…dizer que páginas foram criadas nos bancos de dados é ignorar solenemente os diversos usos de paginação em memória e outras estruturas uhm… não relacionais.

Pense na seguinte frase: Os dados saem de uma base relacional, são transformados em objetos, executam uma regra de negócio simples (Somas, médias, grupos, contatores, etc), são transformados em relacional novamente e exibidos. Esse é o fluxo de muitas aplicações web e desktop. Se é assim, para que diabos alguém adicionaria aquela transformação e destransformação para OO no meio do processo?
Não parece. É, uma coisa desnecessária. Se a regra é simples, se a arquitetura que você utiliza dificulta o processo ou se os objetivos da aplicação são “relacionais”, para que ficar inventando moda? Os Design Patterns também não escapam. Em várias ocasiões eu vi que era possível implementar padrões um pouco mais complexos diretamente na regra de negócio, como o State por exemplo. No entanto, o State é tão complexo e chato de manter que não vale apena trocar por um campo de “situação” e mantê-lo com o próprio objeto.

Sua aplicação é simples? Ótimo! Pode abrir mão do bom uso de OO e ainda assim manter uma estrutura legível e com manutenção razoável? Excelente! Só não tome isso como regra geral. Se você acredita que a complexidade de criar um programa com estruturas de dados de objetos quase nunca é justificável eu realmente não entendo o que te faz não utilizar uma linguagem que permita este design e ainda traga mais vantagens, como ASP clássico, ColdFusion, PERL+CGI ou PHP. Java pra quê?

Quanto á confusão com Patterns vou considerar respondida acima.

Obviamente, nem toda a aplicação web é tão simples assim, mas minha intuição me diz que 98% do mercado brasileiro segue essa estrutura. Apenas 2% das aplicações merecem ter boas implementações de OO e Design Patterns.

Mais ou menos concordo (mais sobre isso abaixo), mas existe um problema intrínseco aí. Como você frequentou a academia mais tempo acredito que saiba melhor que eu que existe algo chamado programação estruturada e suas variantes, dentre elas programação OO e procedural. Agora, dado que a grande bibliografia de Yourdon, Page-Jones e seus amigos mostra que fazer programas em paradigma procedural exige várias técnicas (fan-in, fan-out, coesão, divisão de módulos, controle de flags, acoplamento… lembra?) para manter um programa… hmm… editável… acho que você está saindo da programação estruturada pura e simplesmente, certo? Segundo este princípio crie classes apenas com atributos públicos sendo manipulados por funções estáticas, aliás, por UMA GRANDE função estática :P

Eu concordo em gênero, número e grau que OO pode ser um overhead tremendo quando se tem um domínio simples, e inclusive defendo arduamente o uso de DSLs simplificadas para construção de sistemas, mas simplesmente largar o paradigma OO em favor de algo que não é OO nem Procedural é retroceder para antes de Dijkstra. Só falta um GOTO.

Entre esses 2% estão, em geral, aplicações com baixa quantidade de informação do usuário: compiladores, ferramentas de BI, diagramadores de interface, toolkits gráficos, aplicações como diagramadores vetoriais, gimp, blender, engines de jogos, browsers, IDEs, etc. Aquelas aplicações de sistemas de informação que seguem a estrutura de frameworks, o estilo de linguagens ou APIs, definitivamente não precisam de mais padrões ou mais OO. Você está preso a ela, portanto faça o que ela mandar e você será produtivo, invente moda e já era! Tente trabalhar de uma forma diferente da MVC com o Swing, e você se verá enrascado. Tente transformar as entities do EJB em Business Objects e estarás f.u.d.i.d.o. :)

Sei não. Ou minha realidade é muito diferente ou a sua é meio..exótica. Nos últimos anos trabalhei em sistemas de gestão de previdência privada, billing de telefonia, análise de risco, gestão de malha ferroviária, gestão de passageiros, conteúdo multimídia, gerenciadores de conteúdo (sim! e alguns deles)… e boa parte das pessoas que eu conheço ficam com sistemas parecidos. Todos eles tinham lógica a modelar como objetos

Fiz também muito destes CRUDs simples na vida mas eles definitivamente não são 98% nem do que eu fiz nem do que as pessoas que conheço fizeram. Se alguém só faz CRUDzinhos simples que nem um Domain Model se justifica a primeira sugestão é deixar Java de lado e trabalhar com algo mais produtivo como PHP4. O problema é que sistemas crescem, se integram e mudam, e acho que é este ponto que você ainda não entendeu que um bom design, seja ele OO ou não, faz diferença.

Caindo nos bons designs você irá ver um bom design procedural e perceber que existem práticas que são melhor implementadas num modelo de objetos, como quando você precisa proteger uma estrutura de dados de acesso indevido, ou sua invariante. Foi assim que o design de aplicações evoluiu até hoje.

Concluindo, nos dias de hoje, em grande parte dos sistemas de informação, a estrutura relacional atuando sozinha é perfeita! Ninguém precisa de Objetos para tais atividades, a não ser, é claro, que você utilize um banco de dados Orientado a Objeto, aí a coisa muda de figura. Mas como muita gente tem medo deste recurso… Hoje, está bem claro para mim: Aplicações com mais regra de negócio do que informação, utiliza-se orientação a objetos. Para sistemas de informação, onde há mais dados do que regras, vai do banco. Bancos relacionais, aplicações relacionais, SQLs e etc. Com bancos OO, aplicações OO.

Isso é complicado. Se você coloca o banco de dados no centro do universo é bom colocar as regras de negócio lá também, cheia de Stored Procedures, e ficar apenas com front-ends em linguagens de programação convencionais. Do contrário o que você faz quando duas aplicações tentam compartilhar o mesmo conceito? Se eu tenho um conceito formado por um join entre duas tabelas o conhecimento sobre este formato deve ser espalhado por todas as aplicações que utilizam o conceito, e quando eu mudar a implementação das tabelas tenho que mudar TODOS os sistemas, ou criar malditas views para segurar o legado.

O modelo de SGBD como centro do universo já foi substituído há quase vinte anos, uma boa lida sobre componentes e serviços vai te dar uma luz neste tema.

No entanto, se você puder escolher que tipo de abordagem usará, saiba que o que vale é a sua intuição. Não force as coisas. Não deixe de implementar a sua estrutura OO só porque alguém te disse que deveria ser implementado o Design Pattern Xyz. Utilizando o mesmo exemplo do State, se você quer fazer uma enumeração e ficar controlando no teu objeto, faça, se achar melhor cair no mundaréu de leis do State, vá em frente. Tudo se resume a sua intuição. Se alguém disser que pode ser feito de um jeito melhor, sem atrair complexidade e dificuldade de manutenção, mande o cara refatorar o teu código e pronto! Mas, não se assuste em ver gente complicando as coisas sem a mínima necessidade :)

Sim, cada caso é um caso mas acredito que o que deve guiar a escolha técnica não é a intuição e sim a razão, derivada da experiência e estudo das diversas técnicas e práticas, arquiteturais e de design, que foram desenvolvidas pela comunidade de desenvolvedores, acadêmicos, pensadores e práticos por todas estas décadas.

Eu tenho certeza absoluta que você pode me mostrar um monte de coisas super-simples sobre sua área de engines gráficas que eu vou achar mega-complexas sem estudar o motivo pelos quais as coisas são desta ou daquela forma. Por isso que não adianta, plataforma não vence cultura.

Update:

O Vitor colocou um follow-up no blog dele. Como não traz nenhum novo argumento aos pontos aqui levantados além de fazer um bashing sem nenhum argumento concreto em cima de AOP e OO (poxa, até o BileBlog usa alguns argumentos), e cisas estranhas como “eu disse que era impossível porque não faz nenhum sentido gastar tempo e simplicidade implementando esse tipo de coisa”, questionamentos vazios como “por que HQL não implementa todas as funcionalidades da OO?” (Como se Java os implementasse…), tratar um ERP, coração de qualquer empresa, como “coisa menor”, não saber o que é eager fetching e detaching e ainda assim achar os criticar, e, principalmente, este trecho:

Shoes, pergunte para alguém das antigas se ele leu Yourdon e Page-Jones para poder programar. Não leram. Se você for olhar o fonte de alguém das antigas perceberá que tem uma organização. Não é uma OO, mas é tão organizado quanto, e certamente não baixa a produtividade da equipe. Hoje só para programar uma boa OO precisamos ler várias bibliografias, conhecer Design Patterns, e várias outras coisas que você conhece bem. Porquê? Para desenvolver um sistema onde o cara vai cadastrar e ler dados? No máximo um relatório com algumas aglutinações, somas, consultas, limites e etc?

Que me preocupa muito vindo de um estudante de mestrado (além de ser bravata, já que a maioria dos engenheiros de sistems de verdade em algum momento tiveram seu contato com análise struturada/essencial e projeto estruturado).

Eu realmente adoraria ter um debate sadio mas a falta de argumentos e o excesso de factóides, evidências anedotas, falácias e achismos não deixa. Eu realmente tentei mas fico por aqui.

Eu já vi este ponto de vista várias vezes e na grande maioria delas um pouco mais de leitura e experiência ao manter sisteminhas “simples” “de cadastro” que viraram bombas-relógio, vivem mais tempo do que deviam e têm que ser integrados, entendidos, estendidos ou meramente consertados mudaram a perspectiva. Provavelmente é só questão de tempo.

Mais do Mesmo

Monday, May 21st, 2007

Estamos com mais duas vagas abertas na minha equipe. O perfil é um pouco diferente desta vez, vamos por partes.

Antes de mais nada, a equipe é responsável pelo processo de publicação e disponibilização de conteúdo em áudio e vídeo na Internet dos principais portais de vídeos e de áudio do Brasil, incluindo a integração com outros sites.

Cansado de apertar parafusos? Como desenvolvedor (este time não tem analistas, arquitetos ou padeiros, somos todos desenvolvedores) você vai especificar e implementar estes sistemas, que geralmente são desenvolvidos utilizando Java EE, alémd a manutenção evolutiva e corretiva dos produtos atuais.

Cansado da mesmice tecnológica? Aqui você vai trabalhar com interfaces web para editores de conteúdo, webservices REST para integração entre sistemas e os sites. Você vai trabalhar com e/ou ter contato com plataformas de encoding de mídias, Flash Video, Windows Media, Microsoft Silverlight, Ruby on Rails, Oracle, PHP, Open Solaris, PERL, Linux, MySQL, Weblogic, JBoss, Memcached, Hibernate/JPA, Spring, JSON, Selenium, CruiseControl, FIT/Fitnesse dentre muitas outras coisas. É uma empresa de ponta e temos que estar sempre trabalhando com as tecnologias mais novas e interessantes.

Cansado de escrever trinta documentos antes da primeira linha de código? A metodologia de desenvolvimento é iterativa com releases curtos, jogo do planejamento e estamos passando para a migração para Test-Driven Development.

Cansado e ficar preso na jaulinha? Aqui nós temos diversas máquinas no laboratório para testarmos o que precisar ser feito. Ninguém vai censurar sua Internet e, se você quiser, pode instalar a sua distro preferida (estou neste momento digitando do meu Kubuntu).

Cansado de pular de galho em galho? A empresa oferece contratação apenas por CLT, com salário de mercado e plano de benefícios. Estamos localizados na Barra da Tijuca, e a política de horário é bem flexível. E temos nossa já famosa política dos 10%: 1/2 dia por semana (geralmente as tardes de sexta-feira) é dedicado a um projeto pessoal que você quiser desenvolver. Damos suporte á pessoas de outros estados que queiram mudar para o Rio.

Não estamos procurando juniors ou estagiários, um nível de experiência em desenvolvimento web e, principalmente, Java é necessário.

Se você acha que se enquadra mande um email para oportunidade-rj@fragmental.com.br com seu curriculum e os 3 últimos livros que você leu.

Desenvolvimento Ágil Divertido no XP Rio

Monday, May 21st, 2007

Semana passada fomos Guilherme, Bairos e eu na reunião do XP-RIo. O tema foi um desafio passado pela empresa do Vinicius, a ImproveIt, ao introduzir ao mesmo tempo XP e Ruby on Rails para um departamento de desenvolvimento de software que usava…uhm.. CLIPPER para desenvolver.

Após a explicação de como foi (está sendo, na verdade) feita a “migração do peopleware”, acabamos conhecendo um pouco do estilo que o grupo adotou no seu dia-a-dia. Não vou falar muito porque foram geradas fotos, filmagens e PDFs, que você vê aqui. Vale muito para quem perdeu.

Se você acha que desenvolvimento de software é uma atividade chata e burocrática esta apresentação pode te mostrar que isso não é uma verdade absoluta.

Test Infected

Wednesday, May 16th, 2007

Não consegue ver a utilidade de javaScript embutida no Java? Tiago Motta mostra pra você. Nada de ficar se preocupando se aquele seu javaScript tão Web 2.0 de 15 mil linhas está ok no próximo release, coloque o dito cujo no JUnit e tenha certeza do que funciona e o que você quebrou ;)

Performance x Pessoas: Compensando Perdas com Infra-Estrutura

Wednesday, May 16th, 2007

Estava conversando com uns amigos e chegamos a uma dúvida bem interessante: por que as empresas acham normal gastar fortunas em infra-estrutura(CPUs, cores, memória, máquinas, RAC, cluster, cache, replicação) e não acham sequer razoável gastar esse investimento para migar para uma plataforma mais eficiente?.

A empresa típica hoje tem na sua linha de frente programadores..uhm… “não-ótimos” para o serviço. Estes programadores geralmente são “adquiridos” por um valor baixo e possuem como característica básica o “trabalho não otimizado” e err… a “rápida depreciação e eventual substituição da mão de obra”.

Ok, sem mais eufemismos porque este blog não se gaba por ser enterprisey: contratam pessoas ruins que ficam pulando de empresa em empresa porque podem pagar pouco (comparado ao preço de um desenvolvedor de verdade) para elas.

E como isso dá certo? Bom, macacos digitando infinitamente não reproduzem a obra de Shakespeare, mas eu garanto que se eles martelarem um teclado por algum tempo eles escrevem boa parte das aplicações Java EE ou .Net criadas hoje em dia. Desenvolvedores ruins sempre existiram mas desde o advento de ferramentas como Visual Basic e Delphi, além de plataformas gerenciadas como Java e .Net se tornou viável contratar um bando deles de largá-los amrtelando teclados sendor egidos por gerentes de pojeto que se gabam de ter sua ‘arte’ surgida na Roma antiga e acabam aplicando práticas de gestão desta época.

Vamos e venhamos: as aplicações criadas na maioria das empresas são estupidamente simples, qualquer zé mané faz. E também na maioria das aplicações basta se comprar um servidor de R$2.000,00 e qualquer aplicação construída por uma menina de 3 anos roda bem que é uma beleza. Claro que a aplicação precisa escalar, ou precisamos ainda já começar pensando grande (pense numa empresa de telecomunicações), se nosso software foi construído por macacos de Shakespeare como podemos fazê-la escalar?

Com hardware.
Máquina. Memória. CPU. Banco de Dados replicado. Particionado. Cache. Quemt em aço e silício dispensa cérebros.

E porque é tão inpensável contratar bons profissionais (que, segundo estudos, podem substituir 10 ou mais code monkeys) e dar a eles uma ferramenta eficaz e eficiente como Ruby/Rails, JRuby/Jython/IronPython/Groovy, PHP, Seaside ou Python?

Por definição uma plataforma de mais alto nível é menos performática mas quase sempre podemos vencer isso na infra-estrutura.

Que tal parar de gastar numa aplicação ruim, que vai dar problema de manutenção frequente, numa plataforma complexa por algo que tem o mesmo custo total, foi feito por 1/10 das pessoas numa plataforma simples?

Update: Faltou a conclusão: por isso que uma empresa de centenas de pessoas e milhares de verdinhas se mata para imitar o que quatro garotos que vivemd e mesada criam nos fins de semana (e não conseguem nem chegar perto!).
Ok, não é por isso, mas é um dos motivos.